terça-feira, 24 de abril de 2018


Pelos trilhos, você vai da montanha até o mar

Paisagens Atraentes - Divulgação
Mais do que  de avião e de navio, sempre gostei  mesmo, desde menino, é de uma viagem de trem. E quanto mais demorada, melhor. Com paradas em muitas estações, como na época em que, na minha juventude, a passeio,  e depois, na mudança definitiva,  fui de Uberaba  a São Paulo pela "Maria Fumaça" da Mogiana, com baldeação em Campinas, para pegar de imediato a moderna Diesel  da Companhia Paulista até a grande metrópole.

Em julho, para comemorar meus 80, estou pensando seriamente em matar a saudade. E, após décadas, encarar uma aventura ferroviária, dentro de um trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Vale, que liga desde 1907, diariamente, as montanhas das Gerais às praias do Espírito Santo.

São “apenas”  664 quilômetros sobre os trilhos, percorridos em 13 horas, com paradas em 28 estações, desde a partida de Belo Horizonte, às 7h30, até a chegada às 20h30  em Cariacica, na estação Pedro Nolasco. Viagem nem tão cansativa, levando-se em conta que, tanto na Executiva  quanto na
Tem wi-fi  para todos a bordo
Econômica, há poltronas reclináveis, com mesinhas e sistema de internet wi-fi, com tomada para uso de computador ou recarga de celular. O trem oferece conteúdo de entretenimento off-line gratuito e tem telas de tv distribuídas estrategicamente sobre os assentos. Há serviço de bordo nas duas classes, com café da manhã, e as
Vagão restaurante
refeições são no carro restaurante. Lanches são vendidos em carrinhos, como os usados nos aviões.

Não há mais janelas nos vagões, que  são totalmente vedados, têm ar condicionado e tratamento acústico nas duas classes. A Vale investiu US 80,2 milhões, n a época, na compra de 56 novos carros (10 para a classe executiva e 30 para a econômica) além de carros restaurante, lanchonete, gerador e vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais, pessoas com dificuldade de locomoção. Os novos vagões entraram em operação em agosto de 2014.

A viagem no trem da Vale entre Belo Horizonte e Vitória em nada lembra a
Conforto nas duas classes
inesquecível  maratona que enfrentei no passado, com meus pais e irmãos, a bordo da "Maria Fumaça" da Rede Mineira de Viação, apelidada de “Ruim Mais Vai”, que nos levou de Uberaba a Belo Horizonte. Saímos num dia  e chegamos quase na metade do outro, depois de dormirmos espremidos nos “leitos” instalados na parte superior das pouco confortáveis poltronas.

Claro que a viagem no trem da Vitória-Minas é para quem não tem pressa, gosta deste tipo de transporte, desde que haja conforto, e que curte belas paisagens, que mesclam muita natureza, extensos viadutos e pontes, entre montanhas  e pontos históricos que incluem cidades coloniais  às margens dos rios Piracicaba e Doce, no Estado de Minas, antes de alcançar o litoral do Espírito Santo.

O ideal é planejar a viagem para as férias de julho. Principalmente para quem tem filhos estudando. A não ser que você seja aposentado (meu caso) e queira fazer o passeio numa época  de menor demanda.

Mais de um milhão em 2017

De acordo com informações da Vale,  no ano passado o trem de passageiros  levou 1,015 milhão de pessoas  (transporte e lazer) em viagens entre Minas Gerais  e o Espírito Santo. O número de pessoas  que chegou a Belo Horizonte foi de 248 mil, contra 252 mil que desembarcaram em Vitória.

Percurso tem 28 estações
Segundo  a mesma fonte, a Estrada de Ferro Vitória a Minas é uma das ferrovias mais modernas no mundo, resultado dos investimentos em tecnologia e recursos humanos. Tem 905 quilômetros de extensão e é responsável pelo transporte de 40% da carga ferroviária do país. Seus trens transportam pelo menos 60 tipos de produtos, que incluem minério de ferro, aço, soja, carvão, calcário, entre os principais. E a única ferrovia no Brasil com um trem de passageiros que percorre longas distâncias diariamente, servindo às populações de 42 municípios.   

Serviço

A direção EFVM recomenda que a compra de passagens seja feita com alguma antecedência, principalmente  para quem pretende viajar nos períodos das festas de fim ano, Carnaval, Semana  Santa e férias de julho. O aumento  da demanda também  se  deve ao fato de se poder comprar pela internet. Os bilhetes para a Classe Executiva custam R$ 105  e na Classe Econômica, R$ 73. A bordo, as refeições são pagas exclusivamente em dinheiro.

Embora o trem não seja turístico, pesquisa recente revelou que 25% das
Toalete de Primeira
pessoas o utilizam com esta finalidade. Mas ele faz paradas rápidas em todas as estações do percurso para embarque e desembarque de passageiros. Não é permitido levar animais e nem comida e bebida a bordo.

Classe Executiva
O trem parte pontualmente da estação de Belo Horizonte,  às 7h30 e chega à estação Pedro Nolasco, em Cariacica (ES) às 20h30. No sentido contrário, parte às 7h e chega à 20h10. Mais informações podem ser obtidas nos canais de atendimento da Vale, como o Alô Ferrovias (0800-285-7000), gratuito e no site www.vale.com/tremdepassageirosfvm






quarta-feira, 28 de março de 2018



Tombado em 2013, Casarão em Pirituba, que foi da Marquesa de Santos,  está em ruínas e aguarda restauração

 
foto: Guia de Turismo


O acesso ao terreno e ao imóvel não é permitido pela incorporadora norte-americana Thisman Speyer,  atual proprietária da área desde 2007. Mas uma construção, de 1.500 m2, pode ser vista pelos milhares de motoristas que usam diariamente as duas pontes de acesso à Via Anhanguera, na marginal do Tietê. E não é difícil perceber que o imóvel, erguido no bairro de Pirituba, zona norte da capital, em 1920  e tombado em 2013 pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental), está em ruínas, enquanto aguarda restauração. O projeto já foi aprovado e prevê, além da preservação do prédio, e que será um Centro Cultural, a construção, no terreno de 180 mil m2, de um complexo residencial com 14 torres e um shopping-center.

De acordo com o Conpresp, o tombamento foi concluído na sua 561ª reunião ordinária, de 19 de março de 2013, após um processo que se arrastou por 24 anos,  iniciativa  do Movimento Cultural de Pirituba.  Na verdade, nada restou do antigo Casarão do Anastácio, que foi residência da Marquesa de Santos até sua morte em 1867. Adquirido em 1917 dos herdeiros da Marquesa e do seu marido, o Brigadeiro Tobias de Aguiar, pela antiga Companhia Armour do Brasil, em 1920 a construção recebeu a fachada atual em estilo chamado missões ou hispânico para ser sede do Club House do frigorífico como local de lazer e recreação para os funcionários desta empresa. Também já foi lugar de criação e treinamento de cavalos e esteve perto de ser incorporado a um parque municipal.
Foto: Guia  de Turismo


O Conpresp, um  órgão público, vinculado à Secretaria Municipal da Cultura, não sabe, entretanto, quando começarão as obras de restauração e muito menos as do empreendimento imobiliário. Nesta segunda-feira (26), este blogueiro manteve um contato  com a assessoria de imprensa da Thisman Speyer  para saber detalhes do projeto, prazos do início e fim das obras, e  o total do investimento previsto. A resposta não foi animadora para a população de Pirituba, que espera, a cada novo governo municipal, pela recuperação do Casarão e a instalação no imóvel do prometido Centro Cultural, espaço  que a comunidade nunca teve desde a criação do bairro...


A  Thisman Speyer confirmou que o projeto foi aprovado pelo Conpresp, está em fase de desenvolvimento pela incorporadora e que a restauração do Casarão e a construção das torres residenciais e do shopping serão realizadas simultaneamente.  Não revelou o prazo para o seu início, mas garante que tem feito ações para a proteção da propriedade, com um serviço de vigilância permanente para evitar invasão de vândalos e a degradação ainda maior do prédio.


Marquesa fez parte da história


De acordo com os registros históricos,.a origem do bairro de Pirituba e seu desenvolvimento estiveram ligados às várias fazendas existentes na região. E três se destacavam: Fazenda Pereira Barreto, do médico paulistano Luiz Pereira Barreto; Fazenda Tobias de Aguiar, do Brigadeiro Tobias de Aguiar (um dos homens mais ricos de São Paulo e marido de Domitília de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos), e Fazenda Jaguará, parcialmente conservada  pelo Parque Estadual do Jaguará. E havia apenas uma indústria no local, a  Cola Paulista, instalada em 1898.


O antigo e belo casarão, do século XIX, que foi sede da fazenda do Anastácio, não existe mais. Seu primeiro dono foi o Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, influente membro do Governo Provisório de São Paulo, em 1823 e que se casou com a Marquesa de Santos, depois que esta deixou de ser amante de Dom Pedro II. Em maio de 1856, a fazenda foi comprada pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar e sua mulher, a Marquesa de Santos, por 15 contos de réis. Eles haviam se casado em 1842, após de um relacionamento iniciado em 1833. Tiveram seis filhos.

Com a morte do Brigadeiro Tobias, em 1857, a Marquesa de Santos tornou-se a única proprietária. E manteve as terras até morrer, em 1867, aos 70 anos. Após seu falecimento, a posse da fazenda ficou com os herdeiros, que, em 1913, venderam uma parte para a Companhia Elétrica Light and Power que, em 1935, dividiu a área em alguns lotes que formaram a Vila Comercial..


Em 1917, a outra parte da fazenda foi comprada pela Companhia  Armour do Brasil, por R$ 70 milhões. A implantação  da indústria, no prédio que tem 1.500 m2, demorou três anos e foi usado para hospedar os funcionários.  Foin assim que surgiu o primeiro loteamento do bairro de Pirituba, a Vila Cachoeira, localizada onde hoje se encontram trechos das ruas Ribeirão Vermelho, Alberto da Veiga, Maria Lúcia Duarte e Brigadeiro Godinho do Santos.


Depois da aquisição completa da propriedade, o antigo casarão, onde a Marquesa de Santos passou parte de sua velhice, foi demolido, segundo o registro dos historiadores. Da fazenda, formaram-se os bairros de Parque São Domingos, City América e Vila Fiat Lux.








terça-feira, 27 de fevereiro de 2018



Peirópolis: de vilarejo à terra dos dinossauros


Imagine que você está diante de um  mundo que existiu há pelo menos 80 milhões de anos. Ou até bem mais do que  isso. Sim, em plena pré-história, habitada pelos dinossauros.
Esta é a sensação de quem visita o mais importante museu paleontológico do Brasil, instalado em Peirópolis, distrito rural do município de Uberaba, no Triângulo Mineiro.
No início do século XX,  Peirópolis  era apenas um lugarejo, distante 20 quilômetros de Uberaba ( minha terra natal), às margens da BR- 262.  Mas já se destacava por ser uma região rica em calcário e cuja  extração se fazia por meio de duas fábricas fundadas em 1911 pelo imigrante espanhol  Frederico  Peiró, que acabou tendo seu nome dado  á localidade.
As fábricas empregavam 150 trabalhadores e toda a produção escoava para São Paulo pelos trilhos da então estrada de ferro da Companhia Mogiana, que funcionou até 1997. Acabou desativada , após ter sido encampada por um bom período pela já também extinta Fepasa.
A história de Peirópolis tomaria outro rumo a partir da década de 40, com a chegada do paleontólogo  gaúcho Llewellyn Ivor  Price, informado de que enormes ossos haviam sido encontrados  durante a extração de calcário.
O cientista iniciou seus trabalhos em 1947 e, com uma escavação sistemática, em sete ocasiões, em um ponto chamado de Caieira,  no período entre 1949 e 1961, recuperou centenas de enormes fósseis de répteis pré-históricos que habitaram a região entre 65 e 80 milhões de anos atrás. Principalmente de dinossauros do grupo dos titanossauros, que tinham pescoço e cauda compridos, corpo de grande volume e cabeça pequena.
Price permaneceu estudando e escavando toda a região por mais de 20 anos e em 1969 foi sucedido pelo geólogo Diógenes de Almeida Campos, do Museu de Ciências da Terra,
Sede do museu - Foto: divulgação
vinculado ao Departamento Nacional de Produção Mineral.
As descobertas não se limitaram apenas aos titanossauros encontrados em Peirópolis. Os achados incluíram restos de moluscos ,tartarugas, peixes, um sapo, um lagarto  e crocodilomorfos que faziam parte da biodiversidade que existia naquela região.
O sítio passou a ser conhecido como a Terra dos Dinossauros, não só pela quantidade, mas sobretudo pela qualidade dos fósseis, que têm uma coloração esbranquiçada e estão preservados com pouca ou nenhuma distorção, diferentemente dos restos encontrados em outras localidades do Brasil.
Museu e Centro de Pesquisas
Interior do museu - Foto; Divulgação
Em 1991, a Prefeitura de Uberaba restaurou  o prédio da velha e abandonada  estação ferroviária da Mogiana , que data de 1889, com arquitetura no estilo inglesa, e outras dependências do entorno. E no local instalou o Centro de Pesquisa Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, criado no ano seguinte. O espaço abriga um laboratório de preparação de fósseis  e o Museu dos Dinossauros, aberto à visitação pública. Em outros imóveis ficam  os alojamentos para os pesquisadores.
Fundamental para consolidar Peirópolis como um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil, com informações valiosas sobre o registro fóssil no período Cretáceo Superior (de 100 a 65 milhões de anos atrás) , o Centro de Pesquisa tem um repositório de cerca de 3.000 exemplares fósseis.
Na sala de exposição, o visitante conhecerá dezenas de réplicas e ilustrações que, juntamente com os fósseis, revelam detalhes e características de cada animal. Além de uma parede de vidro que mostra o laboratório onde são feitas as pesquisa e limpeza dos fósseis.
“Crocodilo Terrível de Uberaba” 
Do lado de fora do museu, o primeiro impacto é uma gigantesca replica de um dinossauro

Crocodillo Terrivel -  Foto:Divulgação
herbívoro, uma  obra do artista e escultor  Northon de Azevedo Fenerich, instalada  em uma atraente área ajardinada. Em 2014, foram adicionadas 6 novas réplicas no espaço externo, incluindo o do Uberabasuchus terrificus.
 Maior atração do museu - Foto: Divulgação
Em seus 14 anos de funcionamento, de acordo com dados estatísticos, estima-se que o museu foi visitado por cerca de um milhão de turistas, procedentes de 1.198 municípios de todo o Brasil e de 44 países. Embora haja divergências quanto ao total exato, quem passa pela exposição permanente não tem dúvida em apontar a réplica do Uberabasuchus terrificus como a sua maior atração.
Só o nome já é assustador. É não é para  menos: trata-se um esqueleto fossilizado do crocodilomorfo do Cretáceo Superior , encontrado na região no ano de 2000, pelo técnico em escavações Rodrigo dos Santos Silva. É considerada a maior descoberta da paleontologia  brasileira. Cerca  de 80% de seu esqueleto está intacto e depois de um estudo minuciosos constatou-se que era uma nova espécie de crocodilo. E foi batizado de Uberabasuchus terrificus (“Crocodilo Terrível de Uberaba” em homenagem ao município onde foi encontrado). Está exposto em uma posição central no museu,  ao lado de uma reprodução em vida do animal. Tem cerca de 2,5 metros de comprimento e pesa 300 quilos.
Em 2004, durante as obras de duplicação da rodovia BR-050, entre os municípios de Uberaba  e Uberlândia, foram descobertos três fósseis do Uberabatitan ribeiroi, o maior dinossauro encontrado no Brasil. Os trabalhos foram concluídos em 2006, após a escavação manual de cerca de 300 toneladas de rochas para a extração do material.
As mais recentes descobertas, e que enriqueceram ainda mais o acervo do museu, ocorreram na mesma área, na Serra da Galga,  em 2011, e incluem um fêmur de 1,4 metro do Uberabatitan
Turismo Científico Cultural
Desde 2011, o novo prédio, construído para ser a sede da Rede Nacional de Pesquisas Científicas em Paleontologia, do Ministério de Ciência e Tecnologia, e seus equipamentos, assim como o Museu e o Centro de Pesquisas foram integrados ao Complexo Científico Cultural de Peirópolis. E ficaram vinculados à Universidade Federal do Triângulo Mineiro e à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais.
O espaço, erguido próximo da antiga estação da Mogiana, é utilizado para mostras científicas, atividades de lazer e pedagógicas, sobre paleontologia, para crianças e estudantes de Uberaba e região, conta com um auditório para palestras, salas para oficinas e é sede da Associação dos Amigos do Sítio Paleontólógico de Peirópolis. Em seu interior há também réplicas de um Preguiça Gigante e de um Tinossauro, encontrados na região.
Réplica do Titanossauro - Foto: Divulgação
O interesse  pela vida na pré-história, de como era o mundo habitado pelos dinossauros e as descobertas de fósseis com milhões de anos, transformaram Peirópolis em um núcleo regional de Turismo Científico Cultural, com ênfase no Patrimônio Paleontológico.
De uns anos para cá, a principal atividade econômica neste distrito rural de Uberaba é fruto do “Turismo Paleontológico”. Isso causou um impacto social e ambiental positivo, contribuindo para uma melhoria na qualidade de vida da comunidade por meio da comercialização de produtos e serviços turísticos.
Uma iniciativa do Centro Price e do Museu, lançada em 1993, a Semana  dos Dinossauros tornou-se o  mais importante e significativo programa educacional da instituição. Realizado no final de setembro ou início de outubro tem a duração de 5 dias.
Durante o evento, são feitas visitas às escavações paleontológicas, disseminação de noções sobre as técnicas de preparação de fósseis, visitas à exposição de fósseis do museu e oficinas com trabalhos manuais como esculturas em argila, corte e dobradura em papel e palestras sobre os fósseis, a importância do turismo, educação ambiental e atividades desenvolvidas em Peirópolis.
Laboratório - Foto: Divulgação
Expozebu no roteiro 
Uma boa ocasião para você visitar o Museu dos Dinossauros, em Peirópolis, é no período de 28 de abril a 6 de maio  quando acontece em  Uberaba a Expozebu, em sua 84ª edição. O evento ocorre no parque Fernando Costa que deverá receber mais de 100 expositores e um público de 300 mil pessoas durante a sua realização,  segundo a expectativa da Associação dos Criadores de Zebu.

Este ano, a Expozebu vai comemorar os 80 anos do registro genealógico das raças zebuínas, além de tratar sobre a valorização da carne e do leite de Zebu. Como em todos os anos, haverá intensa programação de shows com alguns dos principais nomes da música sertaneja do país.

Hospedando-se em Uberaba, você poderá fazer um passeio até Peirópolis, que fica apenas a 20 km e visitar o Museu dos Dinossauros que abre diariamente, das 8 às 17horas. Aos sábados e domingos, das 8 às 18h.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018


O mundo fantástico das grutas de Peter Lund na terra de Guimarães Rosa

Se você está de férias após as festas do Natal e Ano Novo, e pretende desfrutá-las no Brasil, sozinho ou com familiares, e ainda não escolheu um destino, Minas Gerais  é uma das melhores opções. Mas desta vez não para conhecer/e ou rever o roteiro das cidades históricas ou das estâncias hidrominerais. A sugestão vai leva-lo para debaixo da terra.

Não se impressione, não se trata de visitar alguma catacumba. O que propomos é uma viagem aos subterrâneos dos municípios de Sete Lagoas, Lagoa Santa, Cordisburgo e Pedro Leopoldo, para conhecer o fantástico mundo das grutas descobertas pelo naturalista Peter Lund na terra de Guimarães Rosa, do épico "Grande Sertão  Veredas".

Gruta do Maquiné - foto Setur
Foi a partir do século XIX que as grutas da região começaram as ser estudadas e pesquisadas, com a chegada em 1833 das  expedições chefiadas pelo naturalista dinamarquês  Peter Lund.  Em suas pesquisas ele descobriu, não apenas as formações geológicas das cavernas, mas numerosas pinturas rupestres e fósseis de mais de 100 espécies de mamíferos, incluindo de seres humanos. 

Em Lagoa Santa Santa,  por exemplo, foram feitas algumas das maiores descobertas paleontológicas do Brasil. Entre os fósseis encontrados, está o de Luzia, um dos esqueletos mais antigos da América, com cerca de 12 mil anos e que recebeu o nome de Homem de Lagoa Santa

Das mais de 15 mil cavernas catalogadas no país, 6 mil estão em Minas, de acordo com os registros recentes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav, com sede em Brasília. E por sua importância, a Rota das Grutas é considerada o berço da palenteologia brasileira.

Este circuito de ecoturismo, que foi implementado em 1998, é fácil de ser percorrido por ficar distante apenas  40 km ao norte de Belo Horizonte, e bem acessível via rodoviária.  As cidades da Rota das Grutas ficam próximas umas as outras, tem boa rede hoteleira, facilitando o deslocamento para quem viaja de carro ou de ônibus e sendo um ótimo passeio também para os finais de semana de quem está na capital mineira ou faz dela a base de sua expedição..

Como você não é candidato a Peter Land , sua exploração exigirá apenas  três dias para conhecer as  três maiores cavernas  que integram o roteiro sugerido: Rei do Mato, em Sete Lagoas; Lapinha, em Lagoa Santa, e Maquiné, em Cordisburgo. E ainda terá tempo para visitar   o Museu de Peter Lund, no Parque Estadual do Sumidouro, em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo,  onde fica a Gruta da Lapinha, e  o Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo.     

Parque  do Sumidouro  e Lapinha

É uma unidade de conservação criada em 1980, com sede na Casa Fernão
Gruta da Lapinha- foto Setur
Dias, nos municípios de Pedro
Leopoldo e Lagoa Santa. Tem uma área de 2.004 hectares e um de seus destaques é a Gruta da Lapinha. O parque conta com 157 sítios arqueológicos e 35 grutas catalogados, além de pinturas rupestres que datam de 4 mil anos.
A Gruta da Lapinha foi um dos sítios estudados por Peter Lund. É bastante conhecida também pela sua utilização turística pois tem numerosas formações calcáreas em seu interior. Há diversos salões que podem ser visitados e entre os vários espeleotemas, se destacam as estalactites e as estalagmites. A extensão da gruta  é de 511 metros e e sua profundidade chega a 65 metros em alguns pontos. Suas formações calcáreas datam de 600 milhões de anos.

Pedro Leopoldo é a terra natal do famoso médium  Chico Xavier. A casa onde ele morou por muitos anos pode ser visitada percorrendo o Circuito da Luz, com o centro espírita por ele fundado.

A visitação  Gruta da Lapinha é de terça a domingo, das 9 às 16h. É cobrada uma taxa de 10 reais pela entrada (valor  de 2016). Se você está viajando em grupos, é preciso agendar. Mais informações pelo número (31) 3661- 8671.

A Pré-História no Museu

Depois de conhecer a Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa  uma visita ao Museu Peter Lund é imperdível. É uma viagem pela pré-história, entrando em contato com um passado de mais de 11 mil anos. Inaugurado em setembro de 2012,  pelo governo de Minas, num empreendimento conjunto com o governo da Dinamarca,  o museu é um polo científico e turístico que foi inspirado na trajetória do paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801–1880). Ele viveu na região de Lagoa Santa por mais de 40 anos.

Museu Peter Land -foto Cintia Palhares
Instalado perto da Gruta da Lapinha, seu acervo expõe 80 fósseis cedidos em regime de comodato pelo Museu de História Natural da Dinamarca, país de Peter Lund. No dia da inauguração, vieram o príncipe herdeiro Frederik André Henrik Christian, e sua mulher , a princesa Mary Elizabeth.

Foram investidos pelo governo de Minas mais de R$ 5 milhões e o museu, que ocupa uma área construída de 1.850 metros quadrados. se integra à Rota Lund, cujo objetivo é incentivar  o desenvolvimento regional por meio de um roteiro turístico, que inclui a Estrada Real e os Caminhos de Guimarães Rosa, em Cordisburgo”.

O acervo  é formado por fósseis encontrados por Lund durante suas pesquisas na região, cujas características geológicas favorecem o aparecimento de grutas e cavernas. O museu dispõe de duas salas exclusivas para que o visitante conheça os planos de manejo do parque espeleológico; sala multiuso para projeção de filmes, palestras e oficinas; salas de exposição, uma delas destinada ao acervo do Museu de História Natural da Dinamarca; espaço para reserva técnica, conservação e restauro de obras; café e loja.

No tempo em que viveu na região de Lagoa Santa, Lund enviou ao seu país uma coleção de 12.622 peças, a maioria encontrada na Gruta Lapa Vermelha, em Lagoa Santa, destruída por uma empresa na década de 1970, para fazer o tesouro natural virar sacos de cimento. Entre os destaques do acervo estão ossos humanos, de animais pré-históricos, como a preguiça gigante, tigre-dente-de-sabre, lhama, tatu gigante, gliptodonte e mastodonte e de animais ainda existentes na atualidade, como capivara, tatu e lontra entre outros.

O acervo  valoriza a história de Minas e o trabalho de Peter Lund contribuiu para que a região cárstica do Estado, que compreende Lagoa Santa, ficasse mundialmente conhecida como importante campo de estudos para a paleontologia, arqueologia e espeleologia. Ganhadestaque o sítio arqueológico da Lapa Vermelha 4, em Pedro Leopoldo, onde, em 1975, uma missão franco-brasileira, chefiada pela arqueóloga e professora francesa Annete Laming Emperaire, encontrou o crânio humano com idade aproximada de 11.500 anos. Estudado por vários pesquisadores, o professor, biólogo, arqueólogo e antropólogo, o mineiro Walter Neves batizou o crânio de “Luzia”, sendo este o fóssil humano mais antigo das Américas.

Gruta Rei do Mato

Gruta Rei do Mato- fotoSetur
Com acesso pela Rodovia BR 040, em Sete Lagoas, a Gruta Rei do Mato é outra das grandes grutas a serem visitadas na Rota. São 998 metros de extensão, mas apenas 220 deles estão abertos para o público. São exatamente esses 220 metros que se transformaram em uma trilha incrível!

Detenha-se parar para conhecer o Salão das Raridades, onde duas colunas inteiras de cristal de calcita estão expostas. Nesse espaço também há algumas pinturas rupestres que datam de mais de seis mil anos. Você também encontrará uma réplica de um mamífero pré-histórico feito em resina. Segundo os estudiosos, essa espécie de animal habitou a região no período paleolítico.

O passeio  pela Gruta Rei do Mato custa 10 reais (valor de 2016) e ele pode ser feito todos os dias, das 8 às 16h30.

Gruta do Maquiné

A mais importante e famosa das Grutas é á do Maquiné,  em Cordisburgo,
Gruta do Maquiné- foto Setur
terra de Guimarães Rosa
. Foi descoberta por Joaquim Maria Maquiné – razão do nome do lugar – no ano de 1825. Ele era um fazendeiro muito conhecido na região e cedeu seu terreno para exploração em 1834, quando ali chegou Peter Lund .

A Gruta do Maquiné  tem sete salões, cada um com cerca de 700 metros de extensão e 18 metros de profundidade. O visitante, acompanhado por guia local, circula pelos 400 metros que estão abertos ao turismo, por meio de passarelas, tudo estrategicamente iluminado para realçar as figuras desenhadas pelo tempo.

No Salão do Urso ou do Elefante, de acordo com a imaginação de cada um, há um imenso cogumelo que tem o formato da explosão de uma bomba atômica. Na Galeria  das Fadas chamam a atenção os cristais brilhantes, que se assemelham a franjas e grinaldas.

Para fazer o passeio paga-se 14 reais (preço de 2016) e a Gruta fica aberta todos os dias das 9 às 17h (última entrada às 16h). Mais informações no site da Gruta do Maquiné e pelos telefones(31) 3715-1310 e 3715-1078 . O acesso , partindo,de Belo Horizonte, é pela BR-040, sentido Sete Lagoas

Museu Casa Guimãres Rosa- Foto Setur

Museu Casa Guimarães Rosa

Quando estiver em Codisburgo, não deixe de
Gabinete do Escritor- foto Setur
conhecer o acervo do Museu Casa Guimarães Rosa,  autor de “Grande Sertões Veredas” e “Sagarana”. Muitos dos móveis e objetos pessoais do famoso escritor mineiro estão ali, onde nasceu e passou grande parte de sua vida. Além de ver a casa em que morou, o visitante tem acesso à um grande conjunto de obras documentadas de próprio punho. No local há também o Portal Grande Sertão, com esculturas de bronze em homenagem à sua obra mais famosa.

Para visitar é cobrada uma taxa simbólica para manutenção da casa, de 2 reais (valor de maio de 2016). O Museu abre de terça a domingo, das 9 às 17h. Ele fica na Rua Padre João, número 744. Você  pode ou obter mais informações pelo email museuguimaraesrosa@cultura.mg.gov.br e pelo telefone (31) 3715 -1425.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

“Mudou o Natal ou Mudei Eu?”
  Não, nós é que mudamos.


Recorro a uma passagem do clássico “Soneto de Natal”, do grande Machado de Assis, e volto à minha infância e boa parte da juventude na mineira Uberaba. Ali, passei muitos dos meus melhores Natais, ao lado dos saudosos  pais, hoje na Glória do Senhor,  e dos quatro irmãos, antes de me mudar para São Paulo, na década  de 60. São todos inesquecíveis.

Respeito a opinião de todos os que discordarem, mas, para mim, o Natal continua e sempre será o mesmo. Um momento mágico, a grande festa da família. Nós é que fomos mudando, ano após ano,  por um sem número de motivos e/ ou circunstâncias  que surgem ao longo da vida pessoal e profissional de cada um. 

Lembro que,  na época, não havia em nossa  casa a árvore de Natal. E, para uma família católica como a nossa, ir à missa do Galo era uma obrigação. Começava às 23 h e terminava à meia-noite. Os presentes, o Papai Noel colocava debaixo da cama de cada um. Ninguém nunca via, estávamos todos dormindo.

Dormíamos ansiosos e explodíamos de alegria na manhã do dia 25 ao ver os presentes. Papai Noel, apesar das dificuldades, não esquecia de ninguém. E saímos para a frente de casa para brincar e exibi-los às outras crianças  que moravam  na mesma rua.

O tempo passou e fui o primeiro a sair de casa, já formado em jornalismo, direto para São Paulo. E aos poucos, meus pais e irmãos se fixaram em Belo Horizonte. Mas eu trocava cartas com os meus pais e ficava sabendo das novidades da vida da cada um. O Dia das Mães e dos Pais e os aniversários deles eram a oportunidade para visita-los e matar a saudade.

Mas, no Natal é que todos nos reuníamos: pais, filhos, cunhados, genros, noras, sobrinhos, netos, bisnetos  e, a cada ano novos agregados, namorados e/ou noivos que foram se integrando à família para a tradicional ceia e os brindes que antecedem a distribuição dos presentes e os abraços fraternos por meio do amigo secreto ou oculto.  

Bons tempos.  
No ciclo da vida, inevitável, 
muitos já desembarcaram do trem
e outros embarcaram. Mas,  para a nossa família, o Natal não mudou  Claro, já não temos a presença de nosso pai e mãe,  e de outros entes queridos. Gradativamente o número de participantes diminuiu. Também por uma série de fatores e interesses, como separações, mudanças para outros países e de imprevistos.  A cada ano o álbum de fotos se modifica.  

Este ano, estaremos reunidos, sempre em BH, para a ceia e a confraternização em família. Não seremos muitos. Mas, sob as bênçãos do Menino Jesus, vivenciaremos o espírito de Natal. Que não mudou, apesar de que nós, talvez, não sejamos mais os mesmos

Um Feliz Natal em Cristo e um Ano Novo pleno de saúde e realizações para todos.


   

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Brinde com bons vinhos, alcachofra e muita arte

na 25ª Expo São Roque

Apresentando mais uma edição da Expo

Aproveite este fim de semana, espichado pelo feriado e faça um passeio até a cidade de São Roque. De clima serrano e temperaturas mais amenas nesta época, fica perto da Capital (menos de 60 quilômetros) possibilitando  ir e voltar no mesmo dia. É há um motivo especial para a visita: conhecer e degustar o principal produto apresentado por 13 vinícolas do município, o vinho. E se divertir na última semana da 25ª Expo São Roque – Vinhos e Alcachofra, uma festa que começou no dia 6 de outubro e termina no próximo dia 5.

O evento sucedeu, a partir de 1992, à tradicional Festa do Vinho, e faz parte do calendário
Preparando a degustação
turístico do Estado. É promovido pelo Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque com o apoio da Prefeitura local e reúne enogastronomia,  compras, shows e manifestações artísticas. O público esperado para todo o período da Expo é de cerca de 80 mil pessoas, incluindo turistas de várias regiões do Estado e do País.

Há sempre novos lançamentos
Quem for à feira, no atraente Recanto da Cascata, e que nesta última semana abrirá a partir de quinta-feira (2), poderá participar também da Pisa da Uva. A atração acontece diariamente, às 16h30, e remete à tradição de pisar nas uvas, que é um dos primeiros processos para a elaboração e produção do vinho. Personagens em trajes típicos de imigrantes entram em tinas enormes, cheias de uvas,  para mostrar como se fazia o vinho antigamente. O público é convidado a colocar os pés nas tinas..

Música, marionete, mágicas e alcachofra
Mas, tem muito mais. Com o tema “Tempos e Ritmos – Hits” que embalaram gerações, a feira
Danças para todos os gostos
leva o público a recordar os clássicos e artistas que foram sucesso nas décadas de 50, 60, 70 e 80. Dos anos dourados até o pop e com as músicas cuja letra quase todos sabem de cor.
Na decoração do ambiente, um aparelho de jukebox, uma guitarra e uma lambreta gigante aparecem no Instagram dos turistas junto aos posters de cantores desta geração.  A cenografia foi criada por meio de uma parceria do Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque e a Escola de Samba Santa Quitéria.
Show de marionetes agrada as crianças
E para divertir as crianças, no palco, diariamente, há o Teatro de Marionetes, um espetáculo musical produzido pelo artista Edilson Pollarah, que estudou com dois dos mais conceituados especialistas do mundo: o brasileiro Manoel Kobachuch, e o russo Viktor Antonov. As apresentações começam ao meio-dia.
Para a terceira idade, na sexta-feira, tem o Baile da Saudade e um bingo que premia com produtos típicos expostos no Recanto da Cascata.
Grupo Magia da Dança
Também no palco há apresentações do Grupo Magia da Dança, com 18 bailarinos, da Banda Sinfônica Conselheiro Mayrink, executando músicas que marcaram época, além de e uma atração especial desta última semana da Expo, que agrada a todas as gerações: as mágicas de Osamá Sato, que também é ator e empresário do setor de brinquedos e livros que estimulam a prática da sua atividade.
Alcachofra, a  outra estrela da Expo
A alcachofra é a outra estrela da Expo e seus apreciadores vão se esbaldar com os diferentes pratos feitos com esta iguaria, um dos fortes da gastronomia da cidade. Eles são preparados por um especialista, o chef Osley José . Aos interessados serão ministrados workshops, no sábado, domingo e feriado, para mostrar como selecionar, higienizar e degustar a alcachofra. Os horários são: às  12, 14 e 16.

 Qualidade cada vez mais apurada

No amplo pavilhão do vinho do Recanto da Cascata, cada vinícola ocupa um espaço para exibir novidades de sua produção que é caracterizada pela qualidade da safra cada vez mais apurada e reconhecida no país e até no Exterior, de acordo com a avaliação do respeitado enólogo Fábio Góes.

Na atual edição,  a vinícola Goés  está lançando o vinho Pétalas Cabernet Franc, o mais novo rosé da Casa, feito com uvas 100% produzidas em São Roque. "É um vinho agradável, que combina com o nosso clima quente, e de fácil harmonização com diferentes pratos e que pode ser tomado, por exemplo, à beira de uma piscina ou na praia com um baldinho de gelo”, destaca o enólogo.

Os apreciadores dos espumantes encontrarão na feira alguns dos seus melhores representantes.  A vinícola Bella Quinta,  por exemplo, expõe dois destaques do Guia Adega de Vinhos Brasil, publicação que reúne os melhores vinhos do país: o Brut Gavia e o Gávia Moscatel.

Para o diretor da Bella Quinta, Gustavo Borges,  a Expo São Roque “é uma grande divulgação
Mostrando como era produzido o vinho
democrática do vinho, na qual todos participam. Todo ano, cerca de 50% do público se renova e novas pessoas que vão à festa acabam por conhecer os nossos produtos. Então a festa é boa para o produtor e para o para o consumidor”, enfatiza.

Também é destaque na Expo o vinho Lorena,  variedade de aroma frutados, sabor floral e refrescante, e especialmente desenvolvida, em parceria com a Embrapa, pelas vinícolas da cidade. Originalmente produzida em solo americano, a uva se adaptou muito bem no município e o presidente do SINDUSVINHO,  Fernando Pereira Leite, revela que o projeto da entidade é transformar o Lorena no vinho referência de São Roque.

Sempre é bom conhecer

Depois de provar os vinhos das diferentes marcas expostas,  os visitantes  podem participar de workshops, ministradas pelo enólogo  Fábio Góes todos os dias da feira, menos na sexta, sempre às 15 horas. O especialista, formado em Bento Gonçalves(RS) é responsável pelo controle de qualidade e diretor industrial da Vinícola Góes. É uma boa oportunidade para quem deseja  aprender mais sobre a história da uva, como é produzida, como armazenar e degustar o vinho e saber das curiosidades sobre o universo da enologia.

Ao som de clássicos do passado
A viniviticultura  foi trazida para São Roque por imigrantes portugueses e italianos com seu amplo conhecimento das plantações de uva da Europa e que  estabeleceram moradia no interior de São Paulo. As primeiras vinícolas surgiram no início do século XX e, a partir da década de 30, houve um salto na produção. Isso fez com que muitos agricultores da região se interessassem pela atividade e, atualmente,  São Roque produz cerca de 20 milhões de litros da bebida por ano e é conhecida como a Terra do Vinho.

Estão com estandes montados no pavilhão do Recanto da Cascata as seguintes vinícolas: Bella Aurora, Bella Quinta,  Canguera,  Frank, Góes, Palmeiras, Quinta dos Guimarães, Quinta Jubair, Quinta Moraes, Quinta do Nino, Quinta do Olivardo, Terra do Vinho e XV de Novembro.

Serviço

25ª Expo São Roque – Vinhos e Alcachofras

Data: até  05 de novembro (todas as sextas, sábados e domingo feriados), das 10 às 20h.

Local: Recanto da Cascata - Av. Antônio Maria Picena, 34 - Vila Junqueira, São Roque.

Ingressos: Sextas-feiras, R$ 10,00; sábados, domingos e feriados ( 02/11), R$ 28,00; crianças menores de 8 anos não pagam; adultos acima de 60 anos e estudantes pagam meia entrada, com apresentação de comprovante.

Mais informações: telefone - 11-4712-3231 Site - www.exposaoroque.com.br Facebook - https://www.facebook.com/exposaoroque

Contato para imprensa OS2 Comunicação Jornalista responsável: Thaís da Silveira Atendimento: Camila Pedroso Telefones: (15) 3318-1922 e (15) 99722-5506 e-mail: camila@os2.comunicação.com.br

Todas as fotos que ilustram este post são de Vania Renzo.