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| Monumento com a pira.(Hélio Rubiales/YT) Vista do Museu no Parque (Orlando de Almeida/ AP) Vista Interior da Cripta (Hélio Rubiales/YT) |
Depois de quatro anos da reinauguração do Museu do Ipiranga, finalmente, neste feriado de 7 de Setembro, os moradores da cidade e, principalmente , os turistas que vêm a São Paulo para conhecer o seu rico e diversificado patrimônio histórico e cultural, ganharão o tão esperado presente com a reabertura da Cripta Imperial no Monumento.
O Museu Paulista e o Parque, com suas fontes e paisagismo, foram recuperados e entregues nas comemorações do bicentenário da Independência, em 2022..Na Cripta, que tem três níveis, estão os restos mortais do Imperador Dom Pedro I (em 1972) e de suas esposas, as imperatrizes Dona Leopoldina de Habsburgo (em 1954) e Dona Amélia de Leuchtenberg (em1984).
Com a reforma, concluída no final de agosto, o interior do Monumento conta com novos sanitários, rampas acessíveis e uma plataforma elevatória até o nível da Cripta, onde se encontram os despojos de D. Pedro, Da. Leopoldina e Da. Amélia. Houve o restauro dos objetos em bronze localizados juntos aos sarcófagos; fechamento do teto da Cripta em mármore amarelo; nova expografia; climatização com a instalação de novos aparelhos de ar condicionado; iluminação integrada, além da resolução de problemas de infiltração.
Os registros históricos revelam que em 1951 houve a necessidade de se encontrar um local para abrigar os despojos do Imperador e das duas Imperatrizes. E como o Monumento era oco por baixo foi considerado ideal para a construção de um Cenotáfio (palavra grega que significa túmulo vazio). Concluído em setembro de 1953, o espaço recebeu primeiro os restos mortais da Imperatriz Leopoldina, em 12 de outubro de 1954. Eles estavam no Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro. Por um decreto, o então prefeito Adhemar de Barros denominou o Cenotáfio de Capela Imperial em 19 de outubro de 1959.
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| Capela Imperial da Cripta - Divulgação: Cultura |
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| Sarcófago Maria Leopoldina -Divulgação: Cultura |
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| Sarcófago Dona Amélia - Divulgação: Cultura |
O traslado dos despojos de D. Pedro l só foi feito em 1972, nas comemorações do sesquicentenário (150 anos) da Independência. Antes de ser finalmente depositado no sarcófago da Cripta Imperial em 1976, o caixão com seus despojos percorreu vários Estados para cerimônias cívicas e religiosas. Entretanto, o coração permaneceu na cidade do Porto, em Portugal, atendendo a seu pedido antes da morte. Mas foi trazido ao Brasil nos festejos do bicentenário e posteriormente voltou para o local de origem, a Igreja da Lapa, no Porto. Uma curiosidade: de acordo com os registros do Departamento dos Museus Municipais, da Secretaria Municipal da Cultura, o despojos de Dom Pedro e de Dona Leopoldina permaneceram expostos por um período num espaço do Museu porque os sarcófagos de granito construídos na Cripta para receber as ossadas eram menores do que os respectivos ataúdes.
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| Coração voltou para a cidade do Porto (Crédito: Irmandade da Lapa) |
Depois de sua reabertura, os visitantes acessarão o interior do Monumento pela escada lateral do lado direito do conjunto escultórico. E dentro poderão admirar a beleza e a riqueza das instalações, onde chamam a atenção suas paredes revestidas de granito verde escuro trazido de Ubatuba. O altar localizado no fundo da capela e ladeado por dois castiçais prateados, tem um crucifixo negro e dourado. Mais ao alto, na parede, em bronze, o brasão do Império. Do lado direito, um nicho com o sarcófago de Dona Leopoldina, de granito-verde-escuro que se apoia sobre quatro dragões estilizados de bronze. Na tampa do sarcófago há uma réplica da coroa imperial sobre almofada de bronze, e na face lateral os escudos dos Habsburgos e do Brasil Império com a inscrição do nome e dos títulos da Imperatriz. Em outro nicho, este do lado esquerdo, o sarcófago com os despojos de Dom Pedro I, que tem o mesmo modelo do da Imperatriz, com os escudos dos Bragança e Brasil Império, onde se veem o nome e os títulos do Imperador. Sobre a tampa do sarcófago os fac-símiles da primeira Constituição Brasileira de 1824, e réplicas da espada do Imperador e sua Coroa, em bronze, trabalho feito no Liceu de Artes e Ofícios. Na parede ao fundo, próximo aos nichos, estão as esferas que evocam o ciclo dos descobrimentos marítimos dos portugueses. (A descrição, com riqueza de detalhes, do interior da Cripta Imperial consta de texto do professor Eduardo de J.M. do Nascimento, então diretor Divisão de Museus e foi publicada pela Revista do Arquivo Municipal) .
Programação
A cerimônia de reabertura da Cripta Imperial da Independência do Brasil será às 14h30, seguida de apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, e visitação guiada até às 17h. A Cripta Imperial, assim como a Casa do Grito, localizada no Parque da Independência, são parte do Museu da Cidade de São Paulo, conjunto de locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20. Com o evento no dia 7 de setembro, o Museu inaugura a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues, na Cripta.
A mostra apresenta o momento da criação do Monumento e da Cripta e explica o motivo de serem construídos para reforçar e valorizar acontecimentos históricos. Na Casa do Grito há outra exposição, a “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”, que mostra a relação da casa com o quadro “Independência ou Morte” e a técnica de construção pau a pique. Ambas podem ser visitadas de terça a domingo, das 9h às 17h.
Ensemble FTM é um quarteto formado por Marcos Kiehl na flauta, Alex Ximenes no Violino, Teco Nicolai também no Violino, e Sandro Francischetti no Cello. O repertório da banda passa da música do período Barroco até ritmos populares e contemporâneos, como o samba, o rock e o baião.
Serviço
Exposição na Cripta Imperial: Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial
Local: Cripta Imperial/Museu da Cidade de São Paulo Praça do Monumento (Parque da Independência), s/nº - Ipiranga, São PauloTipo: Mostra de Longa duraçãoHorário: Terça a domingo, das 9h às 17h.
Exposição na Casa do Grito: Da independência ao Grito: história de uma casa de pau a piqueSinopse: A exposição enfoca o resultado de pesquisa arqueológica realizada na década de 1980. O objetivo é valorizar a Casa do Grito como patrimônio histórico, e ao mesmo tempo relata a história da casa de pau a pique erguida na segunda metade do século 19 e que se constitui num dos últimos exemplares desse tipo de construção na cidade.
Local: Casa do Grito/Museu da Cidade de São Paulo Praça do Monumento (Parque da Independência), s/nº - Ipiranga, São PauloTipo: Mostra de Longa duraçãoHorário: Terça a domingo, das 9h às 17h.
Atividades Educativas e Mediação Cultural
A Casa do Grito conta com visitas agendadas para instituições diversas, dentre elas de ensino formal e informal. Feita por educadores, a partir de dispositivos de mediação, as visitas duram cerca de 1h a 1h30 e preveem um percurso pela história do imóvel e da exposição em cartaz. Para visitantes espontâneos é possível fazer uma visita com educadores às 10h e às 15h, estes sem necessidade de agendamento.Também há a possibilidade de fazer visitas educativas na Cripta Imperial.É necessário realizar agendamento pelo e-mail:educativomuseudacidade@gmail.com



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